transportes e comunicacoes de africa
Empresas Aéreas da África do Sul
Aerolift, Airlink, AirQuarius Aviation, Civair, Comair, Egoli Air, Federal Air, Global Aviation, Imperial Air Cargo, Interair South Africa, Kulula Air, Mango, National Airways, Naturelink, Norse Air, Phoebus Apollo Aviation, Rovos Air, Safair, Solenta Aviation, South African Airways, South African Express.
Empresas Aéreas de Angola
Empresas Aéreas de Angola
• Aeronáutica, Aero Tropical, Air 26, Air Gemini, Alada, Angola Air Charter, Diexim Expresso, SAL (Sociedade de Aviação Ligeira), SonAir, TAAG Angola Airlines, Transafrik International.
Empresas Aéreas da Argélia
Empresas Aéreas da Argélia
• Air Algérie, Air Express Algeria, Star Aviation e Tassili Airlines.
Empresas Aéreas do Benin
Empresas Aéreas do Benin
• Aero Benin, Benin Golf Air, COTAIR, Royal Air e Trans Air Benin.
Empresas Aéreas do Botswana
Empresas Aéreas do Botswana
• Air Botswana, Mack Air, Moremi Air, Northern Air e Sefofane Air Charters
Empresas Aéreas de Burkina Faso
Air Burki, Celestair, Faso Airways
Empresas Aéreas do Burundi
Empresas Aéreas do Burundi
Air Burundi
Empresas Aéreas de Cabo Verde
Empresas Aéreas de Cabo Verde
Cabo Verde Express, Halcyonai, TACV
Empresas Aéreas de Camarões
Empresas Aéreas de Camarões
• Air Leasing Cameroon, Elysian Airlines, National Airways Cameroon, Section Liaison Air Yaoundé
Empresas Aéreas do Chade
Empresas Aéreas do Chade
Air Afrique Horizon, Mid Express Tchad,Toumaï Air Tchad
Empresas Aéreas de Comores
Empresas Aéreas de Comores
• Comores Air Services, Comores Aviation, Complex Airways
Empresas Aéreas do Congo
Empresas Aéreas do Congo
• Aero-Service, Linacongo, Trans Air Congo
Empresas Aéreas da Costa do Marfim
Empresas Aéreas da Costa do Marfim
Air Ivoire, Ivoirienne de Transports Aériens
Empresas Aéreas do Egipto
Empresas Aéreas do Egipto
Air Arabia Egypt, Air Cairo, Air Memphis, Air Sinai, Alexandria Airlines, AlMasria Universal Airlines, AMC Airlines, Cairo Aviation, EgyptAir, EgyptAir Express, KoralBlue Airlines, Lotus Air, Luxor Air, Midwest Airlines, Nesma Airlines, Petroleum Air Services
Causas de Resistências
Os sistemas coloniais apresentavam se diversos quanto a forma a intensidade com que utilizavam seus mecanismos e instrumentos de dominação diante da rica variedade de cultura pré colonial.
Também não resta duvida de que a dominação não foi efetiva em todos os espaços geopolíticos, ficando na pratica circunscrita aos pequenos centros e seus arredores ,nos espaços económicos produtivos e ao longo dos caminhos de escoamento dos produtos de exportação.
De todo modo, o processo de colonização foi sempre marcado pela violência, pelo despropósito, não raro, pela irracionalidade da dominação.
O confisco das terras, as formas com pulsórias de trabalho, a cobrança abusiva de impostos e a violência simbólica constitutiva do racismo, feriram o demonismo histórico dos africanos
Formas de Resistências
Eram movidos por um sentimento patriótico fundido a um sentimento religioso fortemente arraigado. Significa dizer que essas populações lutaram pela defesa do seu território e da sua fé, uma vez que lhes era inaceitável, como islamizados, ser submissos no plano politico a uma potencia crista no caso da Grã-Bretanha.
Não Cooperação, os chefes locais diziam aos seus povos para abandonarem as regiões ocupados pelos invasores ou para não produzirem nas suas machambas o que eles impunham.
Aliança diplomática - consistia no estabelecimento de alianças tácticas entre os líderes africanos e os invasores como forma de os primeiros manterem a sua independência.
Exemplo de resistência na África do norte
Resistência em Marrocos
Durante muito tempo Marrocos foi cobiçado pelos espanhóis conseguiram em 1893 derrotar o Rei Hassan-1.estenderam as suas conquistas atem Melila.
Ao mesmo tempo que os Espanhóis ocupavam territórios, os franceses tomaram tuati na parte sul de Marrocos, em 1899,aqui a ocupação Francesa enfrentou uma forte resistência dos líderes locais. Porém, a força militar dos Franceses era enorme para derrotar a resistência em 1901.
Na tentativa de manter a sua independência o jovem sultão de Marrocos Abel al-Aziz pediu apoio britânico e Alemães. Estes aconselharam –no a aceitar submeter-se aos Franceses.
Mais a sul a resistência contra a dominação dos franceses foi liderada por MULAY IDRISSE, um governador do sultão al-Aziz.
Outro líder de resistência importante foi o xeique americano que , entre 1909 e 1926 decretou a jihad(guerra santa) contra penetração espanhola em Rif-no norte Marrocos.
Exemplo de resistência que se deu na África oriental
A resistência em Tanganhica
Entre 1880 e1914,o sultanato de zanzibar exerceu uma grande influência politica e económica sobre o continente, chegando a rivalizar com os comerciantes arabes-swahilis fixados na costa. o comercio de marfim e escravos fez surgir, na costa de Tanganica A CIDADE DE KILWA, dominada pela cultura swahil.
A chegada dos Alemães nos finais do sec-19 ameaçava os negócios dos árabes por isso, trataram de organizar a resistência.
No interior de Tanganica a resistência contra a ocupação alemã realizou-se em torno de chefes como Hassan bin omar e Mkwawa.
Os HeHe , sob direcção deMkawa ,mataram em 1891. 209 Alemães responderam em 1894 com um ataque aos HeHe, e capturaram da sua capital, mas Macua conseguiu fugir. Foi perseguido durante 4anos pelo inimigo e para não ser capturado preferiu suicidar-se
Os povos da costa organizaram a sua resistência contra os Alemães em volta de ABUSHIRI descendente de um dos primeiros colonos árabes. Em 1888 as tropas de ABUSHIRI incendiaram um navio de guerra alemão em TANGA e deram dois dias aos Alemães para abandonarem a costa da Tanganica. Depois de Tanga as forças de ABUSHIRI atacaram Kilua, tendo morto os dois alemães que ali estavam e depois assaltaram Bagamoyo.
Em 1889 as tropas alemãs dirigidas por Hermann Van Wissmann atacaram ABUSHIRI tendo o obrigado a refugiar-se em UZIGUA.
Principais figuras das resistências africanas
Gana (kwame Nkrumah)
Congo (Joseph Casavumbo, patricie Lumumba)
Tanzânia ( Julios Nyerere)
Argélia (Ahamed Bem Bela)
Quénia (Jonhnstone Kamau Ngengi)
Guine_Bessau e Cabo Verde (Amilcar Cabral e Luis Cabral)
Moçambique (Eduardo Mondlene)
Angola (Agostinho Neto)
Zimbabwe ( James Chikerema, Nydoro e Joshua Nkumo Roberte Mugabe)
Namíbia (Hendrik Witbooi, Samuel Herero, Madume e Jacob Murenga)
África do a Sul (Nelson Mandela).
Mapa cor-de-rosa
Mapa cor-de-rosa foi o nome dado ao mapa representativo da pretensão de Portugal a exercer soberania sobre os territórios entre Angola e Moçambique, nos quais hoje se situam a Zâmbia, o Zimbabwe e o Malawi, numa vasta faixa de território que ligava o Oceano Atlântico ao Índico. Terá sido apresentado em 1890, pela sociedade de Geografia de Lisboa, que colidia com os interesses de ligar o Cairo (Egipto) ao Cabo (sul de África). Tendo assim se tornado público um ano depois.
Embora a sua génese tenha sido atribuída ao então Ministro dos Negócios Estrangeiros Henrique de Barros Gomes, que se empenhou na promoção de expedições que pudessem comprovar a efectiva ocupação dos territórios pretendidos por Portugal em África, este sempre negou a paternidade do mapa.
Este entrou em colisão com o objectivo britânico de criar uma faixa de território que ligasse o Cairo à Cidade do Cabo, que desencadeou uma disputa com a Grã-Bretanha que culminou no ultimato britânico de 1890, a que Portugal cedeu, causando sérios danos à imagem do governo monárquico português.
Face ao crescente interesse das potências europeias pela África, ao final do século XIX, tornou-se claro que Portugal deveria também definir uma nova política africana já que a crescente presença inglesa, francesa e alemã naquele continente ameaçava a tradicional hegemonia portuguesa nas zonas costeiras de Angola e Moçambique.
Com base no chamado direito histórico, alicerçado na primazia da ocupação europeia, Portugal reclamava vastas áreas do continente africano, embora, de facto, apenas dominasse feitorias costeiras e pequeníssimos territórios ao redor dessas. Contudo, a partir da década de 1870 ficou claro que apenas o direito histórico não seria suficiente e que a presença portuguesa dependia do alargamento para o interior das possessões reclamadas. Para tal começaram a ser organizados planos destinados a promover a exploração do interior da África.
Em 1877 foi lançado, por João de Andrade Corvo, um conjunto de iniciativas de exploração destinadas a conhecer a zona que separava as colónias de Angola e Moçambique, que levaram às famosas expedições de Hermenegildo Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto, integradas numa nova, e então pouco aceite, estratégia portuguesa para o continente africano que privilegiava a ocupação efectiva através da exploração e colonização em detrimento dos simples direitos históricos.
Ocupação efectiva da África
Com o desenvolvimento da actividade comercial e das rotas terrestres e marítimas de transporte a Europa sentiu necessidade de encontrar novos horizontes, sendo realizadas as primeiras viagens levadas a cabo por: Vasco da Gama, Marcopolos, Ferrão de Magalhães, Cristóvão Colombo entre outro
Estas viagens foram realizadas com certas motivações de carácter económicos, político, social, religioso e cultural que a seguir far-se-ão menção:
Económicas
No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças. A teoria da Revolução Industrial aumentou ainda mais a produção, o que gerou grandes necessidades de mercado consumidor para esses produtos pela saturação dos mercados europeus devido a concorrência no mercado e uma nova corrida por matérias-primas como o Ferro, Carvão, Alumínio e Petróleo.
Assim, no final do século XIX e o começo do século XX, os países imperialistas se lançarem numa louca corrida pela conquista global o que desencadeou rivalidades entre os mesmos e concretizou o principal motivo da Primeira Guerra Mundial, dando princípio à “nova era imperialista” onde os EUA se tornaram o país cardeal.
Políticas
O nacionalismo europeu do século XIX fez crescer as rivalidades entre as nações da Europa. Com fronteiras bem definidas, territórios unificados, política centralizada e com governos fortemente estabilizados, a busca de prestígio só seria possível fora das fronteiras europeias e assim a primeira cobiça foi a África e Ásia.
Religiosas
Entre as causas desta expansão destaca-se a necessidade de expandir a fé cristã e salvar as almas dos infiéis (africanos) e contrapor a expansão do islamismo na Ásia. Havia entre outras ideias a consideração de que os europeus eram mais civilizados em relação aos outros povos do mundo. Assim, era necessário civilizar os africanos. Havia uma grande necessidade de querer entravar o avanço do islamismo que era uma religião cujos objectivos eram semelhantes com os do cristianismo que consistiam em expandir a adoração de um só deus. No entanto, era lógico que estes rivais caminhassem em direcção à região de expansão e civilização.
Sociais
Procurava-se espaços em África para acomodar a população desempregada europeia a fim de se evitar tensões sociais causadas pela explosão demográfica.
Culturais
Os europeus por se considerarem mais civilizados vinham com a intenção de civilizar os africanos considerados povos não civilizados.
Tratava-se duma nova fase, o imperialismo, consequência do desenvolvimento do modo de produção capitalista. A acumulação do capital, a procura de matérias-primas e a exportação de capitais constituíram momentos gerais e fundamentais do referido desenvolvimento. Entre 1886 e 1930, os capitais foram predominantemente investidos no comércio e na extracção de matérias-primas. A partilha e exploração do continente africano foi precedida de viagens de reconhecimento geralmente acobertadas sob motivos científicos e ou filantrópicos, formalizados na conferência de Berlim.
Foi neste clima que os europeus iniciaram a enviar missionários e aventureiros para o interior do continente africano, testemunhado por seguintes exemplos:
– David Livingstone, Missionário Inglês que entre 1840 e 1873 em sucessivas viagens percorreu o curso do rio Zambeze, o Lago Niassa e a região de Tanganhica, atingindo as nascentes do rio Zaize, descobrindo o lago Ngoni.
– Stanley, que em 1871 parte zanzibar em direcção ao lago Tanganhica à procura de Livingstone, atravessando a África Equatorial, da Costa Oriental (Zanzibar) à Costa Ocidental (foz do Zaire), entre 1875-1877.
– Savogan Brazza, que em 1873, empreendeu o reconhecimento da região equatorial na Costa Ocidental Africana, a norte do rio Zaire e Niassalândia.
– Serpa Pinto e Roberto Ivans Brito, fizeram viagens para o interior africano, partindo de Moçãmedes em Angola até Quelimane em Moçambique.
– Carl Peters (1856-1881) explorou a região dos grandes lagos.
A certeza da existência de riquezas africanas, fez nascer neste período uma série de associações e sociedades de patrocínio a estas viagens. Teoricamente definidas como associações científicas e filantrópicas, organizadas com o objectivo de promover a exploração e a “civilização” africana, elas tiveram essencialmente fins políticos e não surgiram desligadas das rivalidades entre as potências europeias. Destacou-se aqui a Associação Internacional Africana, criada depois da Conferência Geográfica de 1876, que decorreu sob os auspícios do rei Leopordo II da Bélgica.
Entretanto, em Portugal que acompanhou o movimento, surgiu em 1875, a Sociedade de Geografia de Lisboa. Pouco tempo depois, em 1877, Serpa Pinto atravessou o continente de lés-a-lés e capelo e Ivens partindo de Moçâmedes até Quelimane, seguindo grande parte do rio Zambeze e centrando as suas atenções entre Angola e Moçambique, eixo das rivalidades luso-britânico.
Após o reconhecimento, seguiu-se o processo de ocupação dos territórios reconhecidos, segundos os objectivos de cada potência. Esta corrida colonial ocorrida no último quartel do século XIX, veio agravar os conflitos já existentes entre as potências imperialistas, pela posse de zonas de influência para explorar mão-de-obra barata, matérias-primas e mercados consumidores dos produtos industrializados da Europa.
O primeiro passo foi dado pela França, pela ocupação da Argélia, Tunísia, África Equatorial Francesa, Madagáscar e África Ocidental Francesa. Este processo foi seguido pela Bélgica de Leopordo II, com a tomada do Congo. A Inglaterra conquista na mesma sequência a região do Cabo na África do Sul, provocando o descontentamento dos bóers, obrigando-os a deslocarem para a região norte onde foram fundar o estado Livre do Órange e a República do Transval. Este processo ficou na História conhecido por Great Treck (grande marcha). Portugal conquista Moçambique, Cabo-Verde, Angola, Guiné-bissau e São Tomé Príncipe. A Espanha conquista o Marrocos, Guiné Espanhola. A Itália conquista a Eritreia, Somália e Líbia. A Alemanha conquista o Tanganhica e Namíbia.
Conferência de Berlim
Porém, temendo a eclosão de um conflito de grande envergadura, os países europeus realizaram de 15 de Novembro de 1884 à 26 de Fevereiro de 1885 a conferência de Berlim, para a partilha da África, convocada por Otto Von Bismark da Alemanha, por ter-se lançado tarde na corrida imperialista devido a sua tardia unificação, pretendendo obter colónias em África, aproveita-se do conflito entre a Bélgica e a França sobre a região do Congo para convocar de 15 de Novembro de 1884 à 26 de Fevereiro de 1885 a conferência de Berlim.
Referir que esta conferência foi um processo para se chegar na mesa de conversações sobre o delineamento de fronteiras com a finalidade de evitar futuros conflitos armados. Todavia, a partilha de África aquela que passou a vigorar nos mapas não se fez na conferência de Berlim, mas ela principiara antes e concretizou-se depois. O que se fez na conferência de Berlim foi uma série de conversações para se obter regras e princípios para uma ocupação efectiva oficial.
Causas da conferência de Berlim
A causa primordial da conferência de Berlim, foi o conflito entre a Bélgica e a França sobre a região do Congo e a intenção da Alemanha em criar um império colonial em África.
Objectivos da conferência de Berlim
– Obter um acordo de princípios entre as potências imperialistas/europeias para uma ocupação efectiva oficial;
– Regular o comércio e a navegação nas bacias dos rios Níger e Congo.
Principais deliberações tomadas na Conferência de Berlim
– Decidiu-se que o comércio de todas as nações passaria a gozar de uma completa liberdade nas bacias dos rios Níger e Congo;
– Reconhece-se o estado Congo-Belga;
– Decidiu-se que todas as potências consignatárias deveriam abolir nas suas colónias o comércio de escravos;
– Decidiu-se que em caso de dúvidas sobre a delimitação de fronteiras, devera-se resolver por meio de conversações;
– Estabeleceu-se o princípio de ocupação efectiva, segundo o qual todas as potências que tivessem colónias em África deveriam ocupar político e administrativamente as suas colónias sob risco de perdê-las. Assim, os territórios africanos deverão pertencer aos países que tivessem meios para os ocupar de facto.
Nesta conferência participaram 15 países, designadamente: Alemanha, Império Austro-Húngaro, Bélgica, Dinamarca, França, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, Reino dos países baixos, Rússia, Suécia, Noruega, Turquia e os EUA.
Após a conferência, seguiu-se o processo de ocupação efectiva da África, segundo a cláusula de ocupação da África definida. Assim, a ocupação da África pelas potências europeias resultou numa autêntica partilha e divisão de África sem respeitar nem a história, nem as relações étnicas ou mesmo familiares do continente.
Formas usadas pelas potências imperialistas para a penetração e ocupação de África
Para a ocupação dos territórios africanos, as potências coloniais usaram diferentes formas de penetração, destacando-se as seguintes:
– Companhias militares (França e Portugal);
– Companhias comerciais (Inglaterra).
Métodos de Ocupação
– Tratados de amizades;
– Conquistas militares;
– Diplomacia
União Africana (UA)
União Africana (UA) é a organização internacional que promove a integração entre os países do continente africano nos mais diferentes aspectos. Fundada em 2002 e sucessora da Organização da Unidade Africana, criada em 1963, é baseada no modelo da União Europeia (mas actualmente com actuação mais próxima a da Comunidade das Nações), ajuda na promoção da democracia, direitos humanos e desenvolvimento económico em África, especialmente no aumento dos investimentos estrangeiros por meio do programa Nova Parceria para o Desenvolvimento da África. Seu primeiro presidente foi o sul-africano Thabo Mbeki.
Órgãos
A União Africana possui vários órgãos para regular o funcionamento da entidades e as relações entre seus membros. Alguns exemplos são a Assembleia, o Conselho Executivo e a Comissão da UA.
A Assembleia da União Africana é formada pelos chefes de estado e de governo dos países membros, ou seus representantes devidamente acreditados; é o órgão supremo da União; em 2010 é presidida pelo malawiano Bingu wa Mutharika)[1].
Outros órgãos possuem importância secundária. O Conselho Executivo da União Africana é composto por ministros ou outras autoridades designadas pelos governos dos estados membros. A Comissão da União Africana é o órgão responsável pela execução das decisões da Assembleia; é dirigido por um Presidente (em 2010, o gabonês Jean Ping), um Vice-Presidente e composto por oito Comissários, cada um responsável por uma área de actividade. O Comité de Representantes Permanentes da União Africana – responsável pela preparação das sessões do Conselho Executivo, é composto por Representantes Permanentes dos Estados-membros, acreditados perante a União.
O Comité de Paz e Segurança da União Africana foi estabelecido durante a Cimeira de Lusaka (Julho de 2001), este comité encontra-se ainda (2008) em processo de ratificação pelos Estados-membros. O Parlamento Pan-africano – é o órgão que assegura a participação dos povos africanos na governação, desenvolvimento e integração económica do continente, através do controlo e apoio aos parlamentos dos Estados-membros; é composto por 265 parlamentares, eleitos pelas legislaturas dos 53 estados-membros. O Conselho Económico, Social e Cultural da União Africana é o órgão consultivo da organização; os seus estatutos serão submetidos à Cimeira de Maputo.
Outros órgãos importantes são o Tribunal Judicial da União Africana, cujos estatutos serão submetidos à Cimeira de Maputo, e os Comités Técnicos Especializados, que são grupos de nível ministerial que estudam problemas em áreas específicas, como:
ü Comité sobre Economia Rural e Agricultura;
ü Comité sobre Assuntos Monetários e Financeiros;
ü Comité sobre Comércio, Alfândegas e Imigração;
ü Comité sobre Indústria, Ciência e Tecnologia, Energia, Recursos Naturais e Ambiente;
ü Comité sobre Transportes, Comunicações e Turismo;
ü Comité sobre Saúde, Trabalho e Assuntos Sociais; e
ü Comité sobre Educação, Cultura e Recursos Humanos;
A UA também conta com algumas instituições financeiras, a exemplo da Zona do Euro. Entretanto não há uma moeda única. O Franco CFA é utilizado em apenas alguns países de colonização francesa. As instituições financeiras são o Banco Central Africano, o Fundo Monetário Africano e o Banco Africano de Investimentos. Existem planos para a criação futura de uma moeda única, a chamada Afro (moeda).
Tal como a sua antecessora, a Organização da Unidade Africana, a UA promove a integração regional como forma de desenvolvimento económico. O objetivo final é a completa integração das economias de todos os países da África, numa Comunidade Económica Africana.
Neste momento, funcionam as seguintes organizações de integração regional:
Como cada bloco é autónomo, uma crise inicial em um pilar não afectará directamente os outros que sustentam o programa de integração continental.
Em 10/06/2015, foi ratificado, em encontro da UA no Cairo, a união dos países que formam a COMESA, EAC e SADC para a formação de uma zona de livre comércio única, buscando um Mercado comum. Essa comunidade deve entrar em vigor em 2017, a chamada Zona Tripartida de Livre Comércio (ZTLC)
Esse é, portanto, o primeiro passo de união dos pilares antes existentes, visando a unificação geral dos mercados africanos.
Línguas
A União Africana promove o uso de línguas africanas sempre que é possível nos seus trabalhos oficiais. As línguas oficiais são árabe, francês, inglês, espanhol, português e suaíli.
Membros
A União Africana possui 54 membros, cobrindo quase todo o continente africano. Marrocos retirou-se da organização porque Saara Ocidental foi aceito como membro, no entanto, em 20 de janeiro de 2017, a UA o admitiu como um estado membro.
SADC
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral existe desde 1992, a partir da transformação da SADCC (Southern Africa Development Co-ordination Conference ou Conferência de Coordenação para o Desenvolvimento da África Austral), criada em 1980por nove dos estados membros. Esta transformação, que teve lugar em 17 de Agosto de 1992 em Windhoek, Namíbia, foi motivada pelo fim do regime de apartheid na África do Sul.[1]
Em 2016, a SADC engloba 15 países do sul da África.[2] Os países membros somam uma população de aproximadamente 210 milhões de pessoas e um PIB de aproximadamente 471 bilhões de dólares, valor importante, especialmente levando-se em conta as economias dos restantes países do continente.
A região enfrenta uma série de problemas, desde dificuldades naturais como secas prolongadas, a grande prevalência do SIDA e a pobreza. A erradicação destes problemas está as principais metas do grupo, que são:
ü Promover o crescimento e desenvolvimento económico, aliviar a pobreza, aumentar a qualidade de vida do povo, e prover auxílio aos mais desfavorecidos;
ü Desenvolver valores políticos, sistemas e instituições comuns;
ü Promover a paz e a segurança;
ü Promover o desenvolvimento sustentável por meio da interdependência coletiva dos estados membros e da autoconfiança;
ü Atingir a complementaridade entre as estratégias e programas nacionais e regionais;
ü Promover e maximizar a utilização efectiva de recursos da região;
ü Atingir a utilização sustentável dos recursos naturais e a proteção do meio ambiente;
ü Reforçar e consolidar as afinidades culturais, históricas e sociais de longa data da região.
O financiamento aos projectos é obtido através de duas maneiras principais. A primeira e mais importante é a contribuição de cada um dos membros, com o valor baseado no PIB de cada um; a segunda é através da colaboração de parceiros económicos internacionais, como a União Europeia e alguns países desenvolvidos, que dependem do projecto a ser desenvolvido.
Principais objectivos da SADC
Para atingir-se o desenvolvimento económico é essencial que se promova a indústria local. Com a industrialização atingir-se-á a independência em relação aos produtos industrializados estrangeiros e aos produtos da África do Sul, que exerce um claro domínio sobre o mercado dos seus vizinhos. A estratégia principal consiste na reabilitação e crescimento das capacidades já existentes.
Os projectos de industrialização seguem as directrizes de produzirem sempre mercadorias de destaque no mercado regional, mas que possam também ser exportadas, seja para fora do bloco ou não, e que tenham a maior parte possível da matéria-prima extraída dentro dos países membros. Tendo isso em mente, a produção tem concentrando-se em manufacturados de necessidade imediata e produtos de base, além de produtos de apoio às actividades industriais que estiverem sendo desenvolvidas.
Um dos projectos na área de educação, o treinamento de mão-de-obra qualificada tem sido, em parte, realizado. Os profissionais a serem formados são os que foram identificados como os mais importantes ao desenvolvimento imediato, como gestores públicos, técnicos, engenheiros (especialmente agrícolas) e cientistas com formações aplicáveis à indústria. Devido à falta de capacidade de treinamento local desses cargos, têm sido oferecidas bolsas de estudo em centros de formação estrangeiros, e tem-se apostado na criação de centros de formação intelectual e técnica na região.
O combate ao VIH também se encontra entre as prioridades da SADC. As metas fixadas incluem ter em 2011 noventa e cinco por cento da população entre quinze e vinte e quatro anos informada sobre os conceitos básicos que concernem a doença, ter menos de cinquenta por cento das crianças infectadas e, em 2015, obter um decréscimo do número de infectados.
Também pretende-se aumentar a participação da mulher em todas as camadas da sociedade. Espera-se em menos de cinco anos conseguir abolir todas as cláusulas sexualmente discriminatórias nas constituições de todos os países, instituir leis que garantam direitos iguais a homens e mulheres, reduzir a violência contra mulheres e crianças e chegar-se a uma participação muito maior da mulher na sociedade. Em uma década espera aumentar-se a participação feminina em cargos governamentais e empresas estatais.
O principal parceiro económico externo à SADC
O principal parceiro económico externo à SADC é a União Europeia, com quem realiza importantes trocas há alguns anos. Apesar da parcela do mercado europeu estar decrescendo, cerca de três por cento em 2010, contra sete na década de oitenta, essas trocas ainda representam a maior parte das exportações e importações externas ao grupo. Muitas medidas têm sido tomadas para evitar o domínio económico pelo Norte.
Actores africanos
Direcção: Ousmane Sembene
País: Senegal
Nome Original: La Noire de …
País: Senegal
Nome Original: La Noire de …
Uma imigrante senegalesa torna-se empregada doméstica de uma família burguesa de França e relembra com dor os eventos que a levaram até o antigo país colonizador.
Direcção: Souleymane Cissé
País: Mali
Nome Original: Yeelen
País: Mali
Nome Original: Yeelen
Dotado de poderes mágicos, um jovem parte em busca de seu tio para pedir ajuda em uma luta contra seu pai, um feiticeiro.
Direcção: Djibril Diop Mambéty
País: Senegal
Nome Original: Touki Bouki
País: Senegal
Nome Original: Touki Bouki
“Paris, Paris”, sussura Joséphine Baker na banda sonora. Através de um belo atalho, a canção introduz o assunto do filme, a estranha dupla atração/repulsa que exerce a “cidade das luzes” sobre a geração africana pós-independências: atração pela capital (as palavras), recusa da assimilação. Os dois protagonistas vivem à margem: em Dakar. Ao sabor da corrente tentam reunir por todos os meios (roubos, prostituição) o dinheiro que lhes permitirá chegar a Paris.
Direcção: Ousmane Sembene
País: Senegal
Nome Original: Moolaadé
País: Senegal
Nome Original: Moolaadé
Numa aldeia africana, o costume da mutilação genital feminina, uma operação dolorosa, é temida por todas garotas. Seis delas devem passar pelo ritual num determinado dia. O pavor é tanto que duas afogam-se num poço. As outras quatro buscam a proteção de Collé, uma mulher que não permitiu que a filha fosse mutilada, invocando o “moolaadé” (proteção sagrada). Mas vários homens pressionam o marido de Collé para que retire a proteção, nem que para isso ele tenha de chicoteá-la.
Direcção: Abderrahmane Sissako
País: Mauritânia
Nome Original: Timbuktu
País: Mauritânia
Nome Original: Timbuktu
Julho de 2012, em uma pequena cidade no norte de Mali, controlada por extremistas religiosos. Uma família tem sua rotina alterada quando um pescador mata uma de suas vacas. Ao tirar satisfação sobre o ocorrido, Kidane (Ibrahim Ahmed dit Pino) acaba matando o tal pescador. Tal situação o coloca no alvo da facção religiosa, já que cometera um crime imperdoável.
Direcção: Youssef Chahine
País: Egito
Nome Original: Bab El Hadid
País: Egito
Nome Original: Bab El Hadid
Qinawi, um deficiente físico e vendedor ambulante, ganha a vida vendendo jornais na estação central de trem do Cairo e fica obcecado por Hannouma, uma jovem atraente que vende bebidas. Ela trata Qinawi com simpatia e brinca com ele sobre um possível relacionamento. Mas na realidade ela está apaixonada por Abu Serih, um carregador forte e respeitado na estação e que está lutando para sindicalizar seus colegas de trabalho em prol de combater a exploração e o tratamento abusivo que o chefe reserva a seus empregados.
Direcção: Ousmane Sembene
País: Senegal
Nome Original: Xala
País: Senegal
Nome Original: Xala
Do cineasta senegalês Ousmane Sembene, Xala conta a história de um corrupto funcionário público, El Hadji, que casa-se com a sua terceira esposa usando fundos roubados. Quando El Hadji realiza seu casamento, descobre que foi almaldiçoado com a impotência, maldição essa conhecida como “xala”. O contexto histórico acontece depois da conquista da independência do Senegal, e há óbvios significados metafóricos para a impotência de El Hadji.
Direcção: Idrissa Ouedraogo
País: Burkina Faso
Nome Original: Yaaba
País: Burkina Faso
Nome Original: Yaaba
Bila, um menino de dez anos, observa a vida de sua aldeia More, na África. Ele faz amizade com uma anciã que a comunidade acusa de feitiçaria. Pouco a pouco, nasce uma cumplicidade entre eles.
Direcção: Ousmane Sembene
País: Senegal
Nome Original: Emitai
País: Senegal
Nome Original: Emitai
Em 1942, durante a Segunda Grande Guerra, em uma vila em Casamance no Senegal, os Diolas recusam a intervenção exterior. Uma parte dos homens da vila foi enviada à força para o front franco-alemão. O coronel Armand e seu exército colonial devem requisitar arroz para enviar às tropas. Na França, De Gaulle suscede Pétain, mas para a África nada mudou. Responsáveis pela colheita, as mulheres decidem resistir desta vez e esconder o arroz.
Direcção: Fanta Régina Nacro
País: Burkina Faso
Nome Original: La nuit de la vérité
País: Burkina Faso
Nome Original: La nuit de la vérité
Após dez anos da guerra civil entre o exército governamental dos Nayaks, liderados por “O presidente”, e o rebeldes Bonandés, liderados pelo coronel Théo, há alguns sinais de negociações de paz. Mas nem todos são a favor disso.
Direcção: Haile Gerima
País: Burkina Faso; Gana
Nome Original: Sankofa
País: Burkina Faso; Gana
Nome Original: Sankofa
Um tortuoso regressa à época da escravidão do ponto de vista do povo africano.
Direcção: Ousmane Sembene
País: Senegal
Nome Original: Ceddo
País: Senegal
Nome Original: Ceddo
Este filme documenta através de uma personagem feminina as incursões colonizadoras do Islão e da Europa na sociedade africana. Ceddo, talvez o filme mais ousado de toda a filmografia de Sembene, retrata a luta pela resistência da cultura e das tradições africanas.
Direcção: diamante de sangue
Nome de nascimento: Djimon Gaston Hounsou
Nacionalidade: Beninense
Nascimento cotonou, Benin
Mudou-se de Benin para Paris com 13 anos. Lá, por não conseguir emprego, passou um período vivendo em baixo de pontes e buscando comida no lixo. Começou a trabalhar como modelo profissional após ser descoberto pelo designer Thierry Mugler. - Teve participações nas séries de TV "Barrados no Baile" e "Plantão Médico". - Foi, juntamente com Charlize Theron, o primeiro africano a ser indicado ao Óscar.
Os diamantes obtidos em uma zona de guerra são geralmente extraídos por mão de obra escrava ou trabalhadores em condições análogas à escravidão. Em geral, o negócio dos diamantes de sangue é associado aos financiadores de conflitos iniciados entre meados da década de 1990 e a década de 2000, na África Ocidental e Central
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